Postar mais de uma vez por dia afeta o alcance? Guia prático para agromarketing

Ilustração de um profissional de marketing agro segurando um smartphone com diferentes feeds de redes sociais, escritório com vista para campos.

Você já se perguntou se postar várias vezes por dia aumenta efetivamente o alcance das suas publicações nas redes sociais do setor agro? A resposta depende da plataforma, do formato do conteúdo e dos objetivos de negócio. Para analistas e gestores de marketing em Agro Indústrias, Revendas, Lojas de Maquinário, Indústrias de Insumos e Agritechs, o desafio é equilibrar frequência e qualidade para não canibalizar o alcance orgânico nem desperdiçar recursos. Aqui você encontrará critérios práticos, métricas essenciais (alcance, impressões, tempo de visualização, engajamento), e um plano de testes com duração e KPIs claros — tudo orientado por comportamento de algoritmos como o do TikTok, que prioriza descoberta, e plataformas B2B como LinkedIn, que valorizam relevância e autoridade. Vou mostrar quando postar múltiplas vezes por dia faz sentido, como estruturar testes controlados e quais formatos (vídeos curtos, demonstrações técnicas, cases de campo) funcionam melhor para público técnico no agro.

Como os algoritmos tratam frequência: TikTok versus plataformas B2B

Como os algoritmos tratam frequência: TikTok versus plataformas B2B

Havia um case que circulou entre equipes de marketing agro. Uma empresa pequena começou a postar três vídeos por dia numa rede de descoberta. Em poucas semanas, o alcance explodiu. Parecia mágica. Noutra rede, a mesma empresa fez posts repetidos no feed. Resultado: comentários minguaram, alcance caiu. Não era mágica. Era matemática do algoritmo. A diferença está na arquitetura e nos sinais que cada plataforma usa para decidir o que mostrar.

Vamos direto ao ponto. Plataformas de descoberta, como o formato vertical curto, operam com janelas curtas de avaliação. Cada vídeo entra numa fila de teste. O sistema mostra para um pequeno subconjunto de usuários. Mede sinais rápidos. Watch time. Completeness. Replays. Sequência do usuário depois do vídeo. Se os sinais forem fortes, o vídeo é ampliado para mais painéis. Se fracos, cai. Publicar várias vezes aumenta as chances de acertar diferentes janelas de teste. Novas ideias. Novas thumbnails. Novas abordagens. Cada ativo tem sua própria janela de avaliação algorítmica. Por isso mais postagens costumam gerar mais experimentos e mais descobertas. Mas isso vale para redes que priorizam descoberta, não para todas.

No outro lado estão as plataformas B2B, baseadas em relevância e autoridade. Aqui o feed dá preferência a conteúdo que gere conversas substanciais. O modelo prioriza quem gera sinais de confiança: comentários longos, compartilhamentos, cliques em links e engajamento qualitativo. Repetir o mesmo assunto no mesmo dia tende a dispersar esses sinais. O feed prefere uma peça consolidada com interações profundas em vez de muitas peças rasas. O algoritmo tenta evitar spam e canibalização. Ele detecta padrões de posts seguidos do mesmo autor e aplica penalidades implícitas quando não há engajamento real. Resultado: frequência alta pode reduzir alcance médio por publicação.

Agora a parte técnica, sem rodeios. Os sistemas de recomendação têm duas etapas básicas: geração de candidatos e ranking. Na geração, o sistema seleciona um conjunto de conteúdo potencial, usando sinais como interesse passado, similaridade de conteúdo e recência. No ranking, cada candidato recebe uma pontuação composta por utilidade prevista, probabilidade de ações valiosas (watch time, clique, comentar), e restrições de diversidade. Em plataformas de descoberta, a recência e a novidade têm peso alto. Em plataformas B2B, a autoridade e o contexto do usuário valem mais.

Um conceito útil: janela de avaliação. Para formatos curtos, essa janela dura horas ou poucos dias. O sistema aprende rápido. Um post pode ter pico de distribuição nas primeiras 24 a 72 horas. Em ambientes profissionais, a janela é maior. Postagens amadurecem conforme recebem comentários longos e interações valiosas. O efeito é mais lento. Testar frequência exige adaptar a janela de observação.

Por que o watch time importa tanto em redes de descoberta? Pense assim: se um usuário assiste 80% do vídeo, o sistema conclui que aquele conteúdo é relevante. O sinal é numérico e robusto. Completeness indica qualidade do criativo. Replays sugerem alto valor por usuário. Esses sinais são menos ruidosos que um like. Então, quando você posta várias vezes, aumenta a variabilidade de performance. Um vídeo pode ter thumbnail ruim e flopar. Outro pode prender 70% da audiência e viralizar. Variar temas e formatos aumenta a probabilidade de hit.

No B2B, o sistema usa outros proxies. Dwell time no artigo, comentários com perguntas técnicas, compartilhamentos com nota pessoal. Esses eventos custam esforço ao usuário. Eles valem mais. Por isso o algoritmo trata repetição com cautela. Considere a reputação do autor. Postagens repetidas e pouco originais reduzem a percepção de qualidade. Em vez de múltiplas peças curtas, é melhor consolidar um conteúdo rico que gere debate. Conteúdo técnico aprofundado, whitepapers, estudos de caso e análises estratégicas têm vida útil longa nesse ambiente. E conseguem alcançar mais gente organicamente se gerarem interações de valor.

Instagram e redes com formato híbrido são um caso intermediário. Há duas dinâmicas distintas: feed e formato de descoberta. O feed privilegia relacionamento. Quem interage com você regularmente verá mais posts. Já o formato curto de descoberta segue uma lógica parecida com a plataforma de vídeos curtos. Reels se comportam como motores de descoberta. Feed mistura afinidade e engajamento. Facebook, por sua vez, valoriza comunidades. Grupos e interações de nicho conseguem long tail. A consequência prática: investir em reels pode ampliar alcance. Mas manter relacionamento via feed mantém audiência fiel. Não escolha só um lado sem estratégia.

A palavra chave: portfólio de conteúdo. Não pense em frequência isolada. Pense em variedade e função. Em plataformas de descoberta, o objetivo primário é experimentação e alcance. Faça 1 a 3 tentativas por dia, com variação de formato e tema. Em B2B, o objetivo primário é autoridade e conversão. Faça conteúdo menos frequente, porém mais denso. Em ambas, teste sistematicamente.

Como testar sem atropelar resultados? Monte um quadro simples de hipóteses. Defina claramente as métricas primárias. Para a rede de descoberta, priorize watch time médio, taxa de conclusão e alcance incremental. Para B2B, priorize engajamento qualitativo, CTR para material técnico e conversões em leads. Use um período de controle. Se possível, mantenha um grupo de conteúdo base que não muda. Isso serve de baseline. Depois altere a frequência em amostras controladas. Se você dobra a produção e o alcance total não acompanha proporcionalmente, reavalie. Uma regra prática: priorize alcance incremental por hora de produção. Se dobrar o tempo gera menos que 1.5× alcance, não vale.

Alguns detalhes técnicos que ajudam entender os trade-offs. Primeiro: posição bias e saturação. Mesmo em feeds de descoberta existe limitação de exposição. Se muitos vídeos do mesmo criador aparecem para o mesmo usuário, a plataforma pode reduzir a taxa de exposição por criar sensação de spam. Segundo: portfolio effect. Plataformas preferem diversidade de criadores e conteúdo. Sua conta não deve monopolizar janelas de teste. Ter variação temática ajuda evitar penalidades. Terceiro: sinais de qualidade inicial. Um vídeo que recebe bom watch time nas primeiras horas tem probabilidade muito maior de ser amplificado. Por isso a primeira hora conta. Horário de publicação e distribuição inicial importam.

E a prática no campo? Para um time agro com capacidade limitada, as decisões não podem ser só teóricas. Adote uma cadência de experimentação. Teste 1–3 vídeos por dia por 4–6 semanas numa rede de descoberta. Meça watch time e taxa de conclusão. Para a rede profissional, prefira 2–5 posts por semana com conteúdo técnico. Use a cadência para alimentar um pipeline de conteúdo e não sobrecarregar a equipe. Se tiver recursos, combinações são boas: um post técnico em rede profissional e vídeos de demonstração em descoberta. E lembre: impulsionamento pago pode mudar a equação. Um boost inicial aumenta exposição e acelera aprendizado, especialmente em lançamentos.

Para operacionalizar, crie um checklist rápido. Primeiro, defina objetivos claros para cada plataforma. Segundo, escolha métricas alinhadas. Terceiro, garanta capacidade de produção consistente. Quarto, prepare variações criativas: thumbnail, abertura, duração. Quinto, monitore a janela de avaliação adequada. Sexto, decida cadência baseada em retorno por hora de trabalho.

Se quiser mapear essa estratégia no seu calendário, um ponto de partida é integrar planejamento e execução. Um artigo sobre planejamento de redes sociais pode ajudar a estruturar essa jornada. Leia sobre planejamento de redes para alinhar frequência com objetivos (planejamento de redes sociais e marketing agro).

Por fim, lembre: algoritmos mudam. Mas os princípios permanecem. Descoberta responde a novidade e sinais imediatos. Relevância profissional responde a autoridade e engajamento qualificado. Ajuste frequência conforme o objetivo. Experimente. Meça. Corte o que não funciona. Escale o que dá resultado. É simples. Só exige disciplina e método. E um pouco de paciência, porque nem sempre o primeiro post vai estourar. Mas ao entender a lógica por trás dos sinais, a decisão sobre postar mais de uma vez por dia fica menos intuitiva e mais estratégica.

Quando publicar mais de uma vez por dia faz sentido no Agro

Quando publicar mais de uma vez por dia faz sentido no Agro

Existe um momento em que publicar várias vezes por dia deixa de ser excesso e vira vantagem competitiva. Parece óbvio para quem já viu uma máquina nova estrear em vídeo e estourar alcance. Mas não é só sorte. É planejamento, teste e execução do tipo militar. Vou contar um caso rapidinho. Uma equipe pequena, uma revenda e um implemento novo. Primeira semana: um vídeo técnico. Alcance tímido. Segunda semana: demos em ângulos diferentes, depoimento curto do cliente, e um vídeo com dúvidas frequentes. Resultado? Alcance duplicou. Leads qualificados apareceram. Não é mágica. É exposição variada para públicos distintos. E é aí que postar mais de uma vez por dia faz sentido no agro.

Antes de decidir aumentar volume, pergunte-se: qual objetivo? Alcance? Leads? Marca? Se a resposta for tangível — por exemplo, gerar X leads no período da colheita — então faz sentido testar. Sem objetivo claro, mais posts tendem a virar ruído. Simples assim.

Cenários onde intensificar a frequência funciona — e por quê

1) Lançamento de produto ou campanha sazonal
Quando se lança um implemento, insumo ou solução digital, o público precisa ver o mesmo assunto em formatos diferentes. Um vídeo técnico mostra capacidade. Um depoimento traz credibilidade. Um FAQ elimina objeções. Publicar múltiplas vezes por dia cria saturação inteligente: várias portas de entrada para o mesmo público. Cada vídeo abre uma janela algorítmica própria. No TikTok isso é especialmente útil. Teste 2–3 ângulos por dia. Meça watch time e taxa de conclusão. Se um formato se destacar, amplifique.

2) Teste de formatos e públicos
Quer isolar variáveis? Precisa rodar A/B de thumbnails, CTAs e duração. Publicar várias variantes em um dia acelera coleta de dados. Mas faça com método: rotacione horários, mantenha público-alvo constante e registre tudo. Não jogue conteúdos aleatórios. Proceda como um laboratório.

3) Cobertura jornalística ou evento ao vivo
Feiras, dias de campo, webinares: audiência espera atualizações em tempo real. Postagens frequentes capitalizam engajamento no pico do evento. Vídeo curto do estande, entrevista de 30s, anúncio de horário do próximo seminário. Alta cadência faz sentido. Aproveite a urgência.

Indicadores práticos para manter a frequência

  • Aumento consistente de alcance por post: +20% ou mais nos primeiros 7 dias após aumentar a frequência. Se não subir, teste outra hipótese.
  • Taxa de conversão proporcional ao esforço: novos posts geram leads na mesma proporção que consomem tempo.
  • CPL (custo por lead) aceitável para o negócio. Se o CPL sobe demais, rever estratégia.

Métrica principal: alcance incremental por hora de produção. Se dobrar o tempo de produção gera <1,5× de alcance, pare e repense.

Checklist antes de escalar frequência

  1. Defina objetivos medíveis: alcance incremental, leads, vendas. Sem meta, não é experimento.
  2. Garanta capacidade de produção: roteiro, gravação e edição. Se depender só do celular do técnico, pode quebrar.
  3. Separe budget para impulsionamento quando necessário. Conteúdo orgânico tem janela, mas impulsionamento acelera aprendizado.
  4. Escolha pilares claros: demonstração técnica, prova social, conteúdo educativo. Isso evita repetição sem sentido.

Plano prático de 6 semanas — exemplo operacional

  • Semana 1–2: Linha base. Mantenha 3 posts/semana no TikTok e LinkedIn. Colete métricas: alcance, watch time, CTR, CPL.
  • Semana 3–4: Intensificação. No TikTok, vá para 2 posts/dia; no LinkedIn mantenha 3 posts/semana. A/B testing de criativos. Registre qual formato gera mais retenção.
  • Semana 5–6: Análise e decisão. Compare alcance médio, retenção, CPL. Decida escalar ou voltar atrás.

Detalhe importante: não troque a mensagem no meio do teste. Mude apenas a variável que você quer medir. Isso evita ruído.

Como montar variações de criativo em um dia

  • Manhã: demo técnica rápida, foco em funcionamento.
  • Tarde: prova social, cliente contando experiência.
  • Noite: explicação curta sobre entrega de valor e CTA.

Cada vídeo deve ter um objetivo claro e uma métrica atribuída. Não trate todos igual.

Medindo retorno: o que acompanhar de verdade

  • Alcance incremental (novos usuários).
  • Impressões e retenção média do vídeo.
  • Engajamento qualitativo: comentários que indiquem intenção de compra.
  • CTR para landing pages.
  • CPL e custo por aquisição.

Ferramentas simples: relatórios nativos e planilha com UTM. Se possível, conecte dados em um dashboard semanal. Não adianta ter dados se ninguém olha.

Relação com plataformas: onde a estratégia muda

  • TikTok: prioriza conteúdo novo e sinais imediatos de retenção. Publicar mais aumenta chances de descoberta. Teste 1–3 vídeos/dia.
  • LinkedIn: alta frequência no mesmo dia pode canibalizar alcance. Priorize qualidade. Recomenda-se 2–5 posts/semana.
  • Instagram/Facebook: Reels seguem a lógica de descoberta; feed depende de relacionamento. Combine Reel + post quando houver recursos.

O que isso significa para quem faz agromarketing? Priorize o canal com maior probabilidade de alcançar o decisor. No caso do público jovem e técnico, TikTok é teste obrigatório. Mas não abandone LinkedIn se o objetivo for proposta comercial B2B.

Sinais claros de alerta

  • Alcance por post cai enquanto a produção aumenta. Bom sinal de que a eficiência caiu.
  • CPL dispara sem aumento proporcional nos leads.
  • Comentários negativos sobre repetição. Sim, o público reclama quando vê a mesma coisa demais.

Se algum desses aparecer, pare, analise e volte a priorizar qualidade.

História curta de ajuste: um cenário comum

Equipe A intensificou para 3 vídeos/dia sem um roteiro de testes. Resultado: alcance variou, CPL subiu, equipe exausta. Decidiram pausar. Refizeram com foco: dois pilares, A/B de thumbnails e um plano de impulsionamento para os melhores vídeos. Na segunda tentativa, o alcance por hora de produção subiu 40% e o CPL caiu 20%. A diferença? Método. Antes era volume. Depois, experimento controlado.

Checklist operacional rápido (pega e usa)

  • [ ] Calendário editorial alinhado a pilares.
  • [ ] Recursos de produção: roteiro, câmera, editor.
  • [ ] KPI dashboard atualizado semanalmente.
  • [ ] Plano de impulsionamento para vídeos com bom desempenho.

Integração com planejamento

Se ainda estiver montando calendário, veja como estruturar pilares e cadência no planejamento de redes. Um bom ponto de partida é revisar seu planejamento de redes sociais e marketing para o agro, e alinhar frequência com capacidade de produção. Aqui um guia prático para referencia: Planejamento de redes sociais e marketing agro.

Pequenos atalhos que ajudam

  • Repurpose: transforme um vídeo longo em três curtos. Pouco custo, muito alcance.
  • Time de resposta: quem responde comentários nos primeiros 30 minutos aumenta engajamento.
  • Priorização: impulsione os 10% que mais performam. Isso reduz desperdício.

Decisão final: escalar ou recuar?

A regra simples: experimente com disciplina. Se alcance e conversão crescem em proporção ao esforço, escale. Se não, volte ao plano base e melhore criativos. Frequência é ferramenta, não objetivo final. Parece simples. Mas exige paciência e método. Teste, meça, e repita. E lembre-se: no agro, contexto e sazonalidade pesam. Ajuste calendário ao ciclo da safra. Pequenas vitórias em alcance podem virar grandes contratos. Ou nada. Depende do seu sistema de experimentação. Então vá com plano. E monitore tudo.

Medição, experimentação e checklist operacional para escalar frequência

Medição, experimentação e checklist operacional para escalar frequência

Você já sabe em que situações postar mais ajuda. Agora vem a parte prática: como provar, medir e decidir com disciplina. Vou te passar um protocolo replicável para 6–8 semanas. Teste com método. Não chute. Tome dados.

Começa com uma hipótese. Simples. Objetiva. Mensurável. Algo como: Postar 2× por dia no TikTok aumentará o alcance total semanal em ≥25% e manterá CPL abaixo de R$50. Pode ajustar o número do CPL para sua realidade. Defina antes de começar. Se não tiver meta de CPL, defina o custo aceitável por lead para o negócio. Sem isso, o teste vira experimento inútil.

Depois vem o desenho do experimento. Faça igual a um ensaio controlado.

  • Controle: mantenha uma amostra de contas com a frequência atual. Isso é seu baseline.
  • Variante: implementa a nova frequência nas contas teste.
  • Mantenha constantes: tipo de público, limites de investimento em impulsionamento, dias da semana de publicação.

Pequeno exemplo narrativo: João, gerente de marketing de uma revenda, duplicou posts no TikTok. Não mexeu no público. Separou duas cidades como grupos controle e teste. Em 4 semanas já tinha sinais claros. Foi assim que ele evitou gastar mais com CPMs ruins.

Métricas essenciais. Anote todas. Meça todo dia.

  • Alcance incremental: novos usuários alcançados. Esse é o núcleo do teste.
  • Impressões: quantidade total de vezes que o conteúdo apareceu.
  • Taxa de retenção média (watch time): mede qualidade do conteúdo.
  • Taxa de engajamento: (likes+comentários+compartilhamentos) / impressões.
  • CTR para landing pages: cliques em link / impressões do CTA.
  • CPL: custo por lead, em reais.

Sem essas métricas, você só tem vaidade. E vaidade não paga caminhão.

Ferramentas e coleta de dados. Use relatórios nativos das plataformas. Exporte todo fim de semana. Mantém uma planilha diária. Etiquete cada post com UTM. Assim você sabe origem das conversões. Simples assim.

  • Relatórios nativos para métricas por conteúdo.
  • Planilha de acompanhamento diário. Colunas mínimas: data, hora, título, tipo de conteúdo, alcance, impressões, watch time médio, engajamento, cliques, leads, investimento.
  • UTMs padronizados para links de CTA.
  • Dashboard semanal para gestão. Atualize toda segunda.

Coleta é chata. Mas imprescindível. Faça as 08h do dia útil, ou ninguém faz.

Análise estatística simples. Nada de PhD. Use ferramentas básicas.

1) Compare médias semanais antes e depois. Se você tem 2 semanas de baseline e 4 semanas de variante, calcule média semanal de cada métrica. Fácil.
2) Calcule lift percentual: (média variante – média baseline) / média baseline × 100.
3) Calcule desvio padrão das semanas e estime erro padrão. Se souber usar, faça um t test para diferença de médias. Se não, faça bootstrapping simples com os valores diários.
4) Relaxe nos números perfeitos. Procure sinais consistentes, não um ponto isolado.

Exemplo de cálculo rápido: Alcance semanal baseline 10.000, variante 13.000. Lift = 30%. Se a variação semanal foi pequena, isso é sinal forte. Se foi grande, precisa mais amostras.

Critérios de decisão. Defina regras antes do teste. Sem regra, você vai escolher o que quiser depois.

  • Escale se: alcance total sobe ≥25% e CPL se mantém dentro do limite definido. E watch time não cai mais de 10%.
  • Ajuste se: alcance sobe, mas CPL sobe em proporção maior. Aí você precisa testar criativos ou segmentação, não só frequência.
  • Faça rollback se: alcance por hora de produção cai, ou CPL ultrapassa o teto com sinais de deterioração contínua.

Regra prática: se a relação esforço:resultado cair, pare. Se cada hora extra trouxer menos resultados, volte atrás.

Checklist operacional rápido. Imprima, cole no time.

  • [ ] Calendário editorial alinhado a pilares: demonstração técnica, prova social, conteúdo educacional.
  • [ ] Recursos de produção: roteiro, câmera, editor, pessoa responsável por postagem.
  • [ ] KPI dashboard atualizado semanalmente.
  • [ ] Plano de impulsionamento reservado para vídeos com bom desempenho.
  • [ ] UTMs padronizados e planilha de coleta diária.
  • [ ] Definição clara de CPL alvo e outras metas.

Produção em escala não é só postar mais. É ter processo. Tenha templates de roteiro. Tenha formatos repetíveis. Roteiro de 30s, 60s, depoimento curto, demo técnica. Use lotes de gravação. Grave 4 vídeos num dia. Edita outro dia. Assim evita correria e queda de qualidade.

Operação prática por semanas (6 semanas, versão condensada):

  • Semana 1–2: linha base. Mantenha frequência atual. Coleta de dados. Confirme métricas históricas.
  • Semana 3–4: intensificação. Aumente para a nova frequência. Aplique A/B testing de criativos. Separe variações por thumbnail, CTA, duração.
  • Semana 5–6: análise. Compare médias, retenção, CPL. Tome decisão: escalar, otimizar, ou rollback.

Durante a intensificação, mantenha um grupo controle. Sem grupo controle, sua análise vira opinião.

Modelo de relatório resumido. Use no final da semana 6. Copie o formato. Apresente para gestor.

Métrica | Baseline | Variante | Lift (%)
—|—:|—:|—:
Alcance semanal | 10.000 | 13.000 | +30%
Watch time médio | 18s | 28s | +55%
CPL | R$45 | R$38 | -15%

Inclua também um resumo narrativo: principais ganhos, hipóteses confirmadas, perguntas abertas. Liste ações recomendadas: escalar, testar novo criativo, ajustar orçamento.

Decisões práticas pós-teste. Se o resultado for positivo, escale progressivamente. Dobre investimento em conteúdo vencedor. Mas não dobre frequência de vez. Suba em passos: exemplo, 2× por dia -> 3× por dia, monitorando duas semanas.

Se o resultado for misto, não jogue tudo fora. Identifique gargalos. Às vezes o problema é o CTA, não a frequência. Às vezes é público errado. Teste segmentação antes de reduzir output.

Pequenos truques operacionais que salvam tempo:

  • Use um nome padrão para cada criativo no arquivo de mídia. Facilita rastreio.
  • Marque posts que tiveram bom desempenho para impulsionamento imediato.
  • Reserve budget semanal para impulsionar 2 a 3 vídeos vencedores.
  • Automatize extração de métricas se possível. Menos trabalho manual, mais tempo para insights.

Um lembrete direto: frequência é uma alavanca. Não é objetivo final. Postar mais é ferramenta para aumentar exposição e testar criativos mais rápido. Se a qualidade cai, o efeito some. Se os criativos não convertem, você só vai acelerar desperdício.

Se quiser melhorar o alinhamento entre planejamento e execução, tem um conteúdo útil sobre planejamento de redes sociais para o agro que pode ajudar no processo. Dá uma olhada em: planejamento de redes sociais para agro.

Por fim, disciplina importa mais que genialidade. Experimente com tempo e método. Colete, compare, documente. Faça relatórios simples e repetíveis. E repita. Sim, vai dar trabalho. Mas depois você sabe o que funciona e o que não funciona. Não adivinhe. Meça.

Experimente com disciplina. Frequência é ferramenta estratégica, não objetivo final.

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