Já imaginou extrair aplicações reais de inteligência artificial que realmente funcionem para revendas, indústrias de insumos e agritechs? Criamos um Fórum de AI dentro da Conversion justamente para isso: reunir colaboradores, compartilhar aprendizados e transformar experimentos em táticas aplicáveis ao agromarketing. Aqui você encontrará relatos práticos, processos testados e exemplos que mostram como pequenas mudanças em campanhas, nutrição de leads e geração de conteúdo geram resultados mensuráveis. Se você é analista ou gestor de marketing no segmento agro, este texto explicará como estruturar encontros internos, priorizar projetos e aplicar ferramentas de AI sem perder foco no cliente rural. Ao final, terá um roteiro replicável para sua equipe — com passos operacionais, métricas recomendadas e cases rápidos baseados em chasocial e leadcultura. Prometo conteúdo direto, aplicável e voltado para resultados comerciais, para que você saia preparado a implementar o primeiro piloto já na próxima semana.
Por que um Fórum de AI resolve problemas reais do agromarketing

A cena é familiar. Sala de reunião. Quatro pessoas. Um analista com uma planilha, um gestor com metas, e dois vendedores desconfiados. No quadro, uma ideia boa. Promissora. Mas falta tempo. Falta governança. Falta transferência de conhecimento. Parece trivial. Não é.
Existem três limitações que aparecem em quase todo time de agromarketing. Primeiro: falta de tempo para experimentação. As rotinas do campo exigem entregas imediatas. Campanhas, feiras, visitas técnicas. Não sobra janela pra testar modelos, prompts ou jornadas. Segundo: dificuldade em transformar prova de conceito em operação. O experimento vira um arquivo morto. Fica bonito na apresentação. Mas não escala. Terceiro: baixa transferência de conhecimento entre áreas. O que funciona numa revenda não chega ao time nacional. O aprendizado fica preso numa pessoa. Entendemos essa dor porque vivemos ela também.
O Fórum de AI nasce pra isso: resposta prática. Não é apenas mais um espaço de apresentação. É um motor que empurra experimentos reais pra operação. Um lugar onde o erro vira aprendizado público. Onde a prova de conceito tem cronograma. Onde o time aprende junto.
Você chega com um problema concreto. Sai com um checklist. Sai com responsáveis. Simples assim. E não é mágica. É processo.
O que o Fórum entrega, na prática:
- Conhecimento compartilhado — cada encontro foca num caso real e termina com um checklist operacional. O que testamos, como testamos, e o que muda no processo.
- Velocidade de implementação — metas curtas: 2 a 4 semanas entre prova de conceito e piloto operacional. Sem enrolação.
- Documentação reutilizável — templates de prompts, pipelines de dados e métricas que qualquer equipe consegue reaplicar.
Se quiser, chama isso de cultura. Eu chamo de trabalho bem organizado. Tem diferença.
O formato sugerido para as reuniões é propositalmente enxuto. Uma cadência curta obriga foco. A estrutura é simples e direta:
- Abertura (5 min): objetivo do encontro. O problema claro. Uma frase. Nada mais.
- Apresentação do case (15 min): o problema, hipótese, dados e ferramenta de AI. Mostre a hipótese.
- Demo ou resultado (15 min): dashboard, geração de conteúdo ou modelo. Mostre números.
- Lições e próximos passos (10 min): responsáveis, métricas e prazo. Quem faz o piloto agora?
Curto. Tenso. Efetivo.
Quero contar uma história real, pra ficar concreto.
Um analista de uma revenda trouxe um problema simples: o time comercial gastava muito tempo qualificar leads. Tinham muitos leads, pouca prioridade. A hipótese: comportamento de abertura de e-mail e histórico de compras dizem quem está mais pronto pra falar com vendedor. Simples. Montamos um scoring leve. Regras + um componente de machine learning que ponderava histórico. Em 3 semanas transformamos o scoring em segmentação ativa dentro da automação de marketing.
Os números falaram rápido. Resultado inicial: aumento de 22% nas reuniões agendadas com vendedores. Foi robusto. Não era só sorte. Porque as regras e o fluxo ficaram documentados. Porque o playbook dizia: se X então Y; se Y então Z. E porque o passo seguinte já estava definido no encontro.
Esse tipo de case ilustra uma qualidade do Fórum: ele força a saída do arquipélago de conhecimento. Em vez de cada revenda reinventar a roda, replicamos. A documentação ajudou filiais a usar o mesmo scoring com pequenas adaptações.
Veja uma comparação rápida do tipo de problema que o Fórum já ajudou a resolver:
| Objetivo | Solução apresentada no Fórum | Métrica inicial |
| — | — | —: |
| Melhorar qualificação de leads | Scoring comportamental com regras + ML leve | +22% reuniões agendadas |
| Criar conteúdo técnico | Geração assistida por prompts e curadoria humana | -30% tempo de produção |
Percebe a diferença? Em vez de debates teóricos, apresentamos soluções que impactam receita e tempo.
O Fórum não é só para cientistas de dados. É para analistas de conteúdo, gestores de produto, coordenadores de vendas e todo mundo que toca o marketing no campo. Em uma sessão típica, você encontra gente que entende de terreno e gente que entende de dados. Esse choque é produtivo. Dá realismo às hipóteses.
Há três elementos operacionais que fazem o Fórum funcionar. São básicos, mas costumam faltar em empresas:
- Definir objetivo e métrica antes da apresentação. Sem isso, a demo vira show. A métrica dá foco.
- Garantir qualidade mínima dos dados. Uma amostra, esquema e dicionário já ajudam muito.
- Registrar decisões em um repositório interno. Se não ficar escrito, não existe.
Esses pontos parecem óbvios. Mas a prática é dura. Por isso o Fórum manda checklists. E os checklists tornam o processo replicável.
Outro aspecto importante é a velocidade de iteração. O tempo do piloto importa. Projetos longos morrem. Curto, iterativo, com validação rápida: essa é a fórmula. Em muitos casos, um teste A/B em 7–14 dias resolve dúvidas cruciais. Se o sinal for positivo, passamos pro piloto; se não, descartamos rápido e sem drama. Esse ritmo preserva recursos e gera aprendizado rápido.
Tem também a questão da comunicação. Experimentos precisam de uma narrativa curta e prática. Em vez de detalhar cada parâmetro técnico, quem apresenta deve responder: qual problema resolvemos? qual a hipótese? qual o ganho esperado? quem vai operar? e quando? Respostas claras evitam ruídos.
Um efeito colateral valioso: mudança de postura. Quando o time vê que experimentos viram operação, a disposição pra testar aumenta. Pessoas que antes guardavam ideias começam a trazer pequenos projetos. Pequenos projetos viram pilotos. Pilotos viram playbooks. A curva de aprendizado acelera.
Mas nem tudo é romance. Há erros comuns que o Fórum ajuda a evitar:
- Testes sem métrica: dá trabalho, mas não prova nada.
- Modelos que dependem de dados que ninguém mantém: bonito no laboratório, inviável em produção.
- Falta de dono claro: se ninguém é responsável, ninguém entrega.
O Fórum expõe esses erros cedo. Isso economiza tempo e evita retrabalho.
Importante: documentação não precisa ser elegante. Tem que ser útil. Templates simples de prompts, pipelines, e métricas já bastam. O objetivo é a reutilização. Quando um time copia e adapta um template, o resultado chega mais rápido. Para quem trabalha com conteúdo técnico, por exemplo, a geração assistida por prompts acompanhada de revisão humana reduziu o tempo de produção em 30%. Esse tipo de ganho é palpável e multiplica quando replicado.
Se quiser aprofundar formatos de conteúdo e como gerar valor com materiais técnicos aplicados ao agro, temos posts que ajudam a entender a criação com foco em conversão. Vale dar uma olhada em um material que fala sobre gerar vendas com conteúdo de valor no agro: https://chasocial.com.br/gerar-vendas-com-conteudo-de-valor-no-agro/ .
O Fórum também funciona como mecanismo de priorização. Nem todo projeto vira piloto. Critérios simples ajudam a escolher o que testar:
- Impacto comercial estimado. Priorize o que mexe com receita.
- Tempo até entrega. Projetos de 2–6 semanas são ideais.
- Facilidade de replicação. Se é fácil replicar, escalabilidade alta.
Esses filtros evitam que a iniciativa vire brinquedo caro.
Por fim, uma observação prática: o sucesso do Fórum não depende só de técnicos. Depende de disciplina. Frequência, pequenos rituais e um repositório acessível. Um sponsor executivo que cuida da cadência ajuda. Mas mais que cargo, o que importa é a mentalidade de transformar experimentos em processos.
Se a sua equipe não documenta e compartilha, o aprendizado fica preso a uma pessoa. E quando essa pessoa sai, vai junto o conhecimento. O Fórum não resolve tudo. Mas reduz atrito entre experimentação e operação. E cria um caminho claro: problema, hipótese, teste, piloto, operação. A repetição desse ciclo é o que realmente muda resultados. E muda rápido.
A história que comecei a contar continua nos próximos encontros. A governança, a cadência e os papéis vão aparecer. No próximo capítulo, você verá como estruturar os encontros e transformar aprendizado em ação com passos práticos. Até lá, pense: qual é o problema que você quer tirar do papel na próxima reunião? Traga ele pronto. Faça a hipótese. Prepare uma amostra de dados. A gente testa junto.
Como estruturar encontros e transformar aprendizado em ação

Planejamento e governança
Quando a reunião vira uma sequência de apresentações bonitas, nada acontece. Já vimos isso. A solução é simples. Regras claras. Metas mensuráveis. Um pouco de disciplina. E um roteiro que seja fácil de seguir.
Pense num fórum como uma oficina. Não é universidade. Nem congresso. É lugar de testar e de sair com algo pronto para rodar. Frequência e ritmo salvam. Minha recomendação prática: encontros quinzenais ou mensais. Duração curta. Entre 45 e 60 minutos. Cadência fixa. E papéis definidos.
Papéis que funcionam no campo
- Apresentador: quem trouxe o caso e testa a ideia. Expõe a hipótese.
- Revisor técnico: dá o crivo metodológico. Faz perguntas duras.
- Dono do piloto: será o responsável por transformar o piloto em processo.
- Sponsor executivo: libera recursos e corta ruído politico quando preciso.
Esses papéis simples reduzem o risco do que é apresentado morrer na sala. Sem dono, ideia some. Sem sponsor, falta orçamento. Sem revisor, erros passam.
Checklist operacional para cada encontro
Antes de subir no palco, verifique quatro itens. Sempre.
- Definir objetivo e métrica antes da apresentação.
- Qual é a métrica-chave? Conversão? CTR? Tempo economizado?
- Qual é a meta mínima para considerar o piloto bem sucedido?
- Preparar dados e garantir qualidade mínima.
- Amostra representativa.
- Esquema de dados básico.
- Dicionário com definições.
- Fornecer template de apresentação.
- Hipóteses claras.
- Resultados esperados.
- Plano de teste rápido.
- Registrar decisões em repositório interno.
- Quem ficou responsável pelo próximo passo.
- Prazos concisos.
- Versão do artefato entregue.
Sem esses quatro elementos, o encontro vira palestra. E palestras não pagam boletos.
Passo a passo: transformar aprendizado em operação
Um experimento só vira processo se alguém o executar. Aqui vai um caminho prático, já usado em times de campo.
- Validação rápida — teste A/B em 7–14 dias.
- Não espere a perfeição.
- Rodar um A/B simples dá sinal rápido.
- Se o ganho for real, escala. Se não, descarta.
- Documentação do processo.
- Dados usados, parâmetros, e prompts (quando aplicável).
- Versões e resultados.
- Erros e lições aprendidas.
- Entrega ao time de execução.
- Crie um playbook com passos e responsáveis.
- Incluir checklist operacional para quem for executar.
- Medição contínua.
- KPI semanal pelo time comercial.
- Ajustes rápidos em 1–2 ciclos.
Pequenas coisas ajudam. Um arquivo com padrão de nomeação evita horas perdidas. Um campo “responsável” no repositório evita dúvida.
Exemplo aplicado a lojas de maquinários
Quero contar um caso que é simples e real. Uma loja queria nutrir leads com conteúdo técnico. Objetivo: reduzir tempo de produção e aumentar engajamento. Hipótese: sequências automatizadas, com variações por tipo de máquina, aumentariam o interesse técnico.
O time criou variações de e-mails usando prompts padronizados. Segmentaram por tipo de máquina e perfil do cliente. Foi rápida a implementação. Resultado prático: redução de 30% no tempo de criação de conteúdo. E aumento de 12% na taxa de cliques em CTAs técnicos.
O curioso: os vendedores sentiram a diferença no dia a dia. Conversa mais técnica. Leads mais qualificados. E o playbook, simples, passou a ser replicado para outros produtos.
Se quiser ver como conteúdo bem feito vira venda, tem material útil sobre gerar vendas com conteúdo de valor no agro.
Ferramentas e papéis recomendados
Evite listas enormes de ferramentas. Prefira categorias. Assim a solução cabe em equipes pequenas.
- Ambiente de experimentação: notebooks executáveis e plataformas em nuvem para treinar modelos. Ferramentas low-code aceleram testes.
- Orquestração e documentação: repositórios colaborativos e wikis internas.
- Integração com o marketing stack: CRM, plataforma de automação e BI.
Papeis operacionais adicionais
- Engenheiro de dados leve: responsabiliza-se por amostras e qualidade.
- Analista de campanhas: traduz métricas para o time comercial.
- Curador de conteúdo: especialmente em pilotos que geram material técnico.
Tópicos de priorização: como escolher o que testar
Tempo é recurso escasso. Então escolha bem. Use este critério simples.
- Impacto comercial estimado. Quanto em receita ou eficiência isso pode gerar?
- Tempo até entrega. Projetos rápidos (2–6 semanas) valem mais no início.
- Facilidade de replicação. Dá para aplicar em outras unidades ou revendas?
Projetos com alto impacto, entrega curta e fácil replicação deveriam entrar na fila imediatamente.
Governança simples que funciona
A governança não precisa ser pesada. Precisa ser clara.
- Metas mensuráveis para cada piloto.
- Documentação mínima padronizada.
- Critérios de sucesso e de descarta.
- Prazos curtos e revisões quinzenais.
Quando a governança é simples, as decisões saem rápidas. Sem burocracia, mas com responsabilidade.
Checklist rápido de governança para cada ciclo
- Objetivo definido e métrica alvo.
- Dono do piloto nomeado.
- Repositório com documentação inicial.
- Plano de A/B para 7–14 dias.
- Critério para escalar ou encerrar.
História curta que repete sempre
Num dos primeiros fóruns que participamos, um analista trouxe um script que gerava rascunhos para postagens locais. A primeira versão estava cheia de ruído. O time rodou um A/B por duas semanas. Aprendemos rapidamente o que funcionava. Em 3 semanas tínhamos um playbook e um responsável por manter as variações. Hoje, a mesma lógica é usada por revendas diferentes. O que mudou? Governança simples. Pessoas com responsabilidades. E vontade de medir.
Erros comuns e como evitar
- Falta de definição de sucesso. Resultado: piloto fica indefinido.
- Documentação solta. Resultado: ninguém repete o processo.
- Ninguém para operacionalizar. Resultado: ideia morre.
Como mitigar: nomeie um dono antes da apresentação. Peça um playbook mínimo. Defina métricas. Curto e direto.
Boas práticas para transformar piloto em operação
- Versione tudo. Prompts, templates, parâmetros de segmentação.
- Tenha um playbook de entrega com passos claros.
- Automação progressive: automatize primeiro o que é repetitivo.
- Humano no loop para validação técnica, especialmente em conteúdo técnico.
Pequenas regras que aceleram muito
- Reuniões com agenda pública, 24 horas antes.
- Template de apresentação obrigatório.
- Registro de decisão em até 48 horas.
- Check-in semanal do dono do piloto.
Nota sobre cultura
Nada disso funciona se a cultura rejeita falhas. Permita o erro rápido. Faça post-mortem curtos. Aprenda e siga.
Conexão com capítulos voisins
Este capítulo segue o anterior que mostrou por que o Fórum resolve dores do agromarketing. Aqui a pergunta é: e agora, como faz? A resposta é prática. Planejamento e governança tiram o experimento do papel. O próximo capítulo vai se aprofundar em métricas e em como escalar. Prepare suas métricas desde já. Elas serão o padrão para avaliar o que passa do piloto para a operação.
Última recomendação. Comece pequeno. Escolha um caso com impacto claro e prazo curto. Teste. Meça. Documente. Repita. Depois, escale. É chato, mas funciona. E no campo, funcionalidade vence sofisticação. Simples, rápido e mensurável. Isso torna o fórum algo além de uma série de apresentações. Isso o transforma em máquina de entrega.
Métricas, casos e como escalar aplicacões no campo

Métricas. Casos. Escala. Começo contando uma situação real. Uma revenda no sul testou um scoring simples. Nada sofisticado. Apenas histórico de contato, ticket médio e tempo desde a última compra. Resultado? Vendas maiores no trimestre seguinte. Não foi magia. Foi foco nas métricas certas.
Definir métricas que importam. Parece óbvio, mas ainda é raro ver times do agro alinhados nisso. Muitas vezes, reuniões geram dashboards bonitos. Métricas de vaidade aparecem. Curtidas, visualizações. Pouco efeito no caixa. No agro, métricas eficazes estão ligadas a receita, custo de aquisição e eficiência operacional. Ponto final.
Comece pela receita incremental atribuível a AI. Pergunte: quanto a mais vendemos por causa desta solução? Se for difícil atribuir, escolha proxies reais. Ex.: vendas por campanha vinculada, LTV esperado por cohort, valor médio do pedido por lead priorizado. Não invente; meça.
Outra métrica crítica: custo por lead qualificado. Não confunda com custo por clique. Lead qualificado é lead com probabilidade de fechar, segundo regras do time comercial. Compare custo por canal. Corte os que queimam orçamento.
Tempo médio de resposta a leads prioritários. No campo, velocidade conta. Produtor decide rápido quando a janela é curta. Reduzir o tempo de resposta de 48 para 12 horas pode mudar o fechamento. Métrica simples. Métrica barata. Métrica que impacta receita.
Evite métricas de vaidade. Remove ruído do quadro. Se o time fala muito de taxa de abertura, peça para correlacionar com conversão. Se não correlacionar, esquece. Foque na cadeia que vai do lead ao pagamento.
Modelos de escala e replicação. Para levar um projeto do Fórum para toda a organização, siga três camadas práticas. Simples. Repetível.
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Piloto — validação controlada com 1 ou 2 unidades. Escolha unidades com dados bons e stakeholders engajados. Defina objetivo e métrica antes de começar. Tempo: 2–6 semanas na maior parte dos casos. Resultado esperado: hipótese validada ou refutada. Documente tudo. Mesmo os erros.
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Rollout — padronizar execução, treinar equipes locais e ajustar integrações. Crie templates, playbooks, e um kit de integração para CRM e automação. Treine líderes locais. Monitore adoção semana a semana nos primeiros 90 dias.
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Operação — monitoramento centralizado e melhoria contínua. Dashboards com KPIs comerciais e operacionais. Ciclo de feedback para ajustes de modelos e prompts. Processo de versionamento para mudanças em produção.
Cada camada tem critérios de passagem. Sem esses critérios, você escala ruído. Por exemplo: o piloto precisa atingir X% de uplift na métrica principal. Se não atingir, não parte para rollout. Simples assim. Tome decisões rápidas.
Casos rápidos por segmento. Aqui entram soluções práticas, sem blá-blá.
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Agro Indústrias: predição de demanda para ajustar produção sazonal. Use modelos de séries temporais simples e inclua variáveis meteorológicas e preços futuros esperados. Resultado prático: estoque menor e menos perda por obsolescência.
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Revendas Agrícolas: scoring de leads para priorizar visitas de campo. Misture dados de CRM com sinais de comportamento digital e histórico de compras. Priorize quem tem maior probabilidade e janela de aplicação curta.
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Lojas de Maquinários: conteúdo técnico dinâmico que adapta linguagem conforme o perfil do cliente. Pequeno produtor recebe linguagem prática e direta. Prestador de serviços ganha foco em produtividade e assistência técnica. Conversões por perfil melhoram.
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Indústrias de Insumos: segmentação por histórico de compras e cultura de aplicação. Crie campanhas de renovação com janelas alinhadas às aplicações. Taxa de recompra sobe quando a mensagem chega no momento certo.
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Agritechs: modelos de recomendação para upsell dentro de plataformas. Sugestões de módulos ou funcionalidades com base em uso real e no histórico do cliente. Upsell mais natural, menos intrusivo.
Dicas práticas de execução. Nada de teoria. Faça isto hoje.
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Automatize rotinas simples primeiro. Segmentação, triagem de leads, geração de rascunhos de conteúdo. Comece com automações que salvam horas do time.
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Mantenha humanos no loop. Automatize o que for repetitivo. Deixe decisão final e relacionamento com humanos. Isso preserva confiança com cliente.
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Use prompts versionados e registre alterações para auditoria. Versão do prompt, data, resultado esperado. Sem isso, é impossível rastrear mudanças.
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Teste A/B rápido. 7–14 dias. Pequenos testes, resultados rápidos. Se algo funciona, escala. Se não, documente e pare.
Checklist de governança para escalar. Não pule passos.
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Documentação padrão de cada piloto. Objetivo, métrica principal, dados usados, limitações conhecidas.
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Mapa de dependências técnicas e equipes envolvidas. Quem mantém a integração? Quem responde por dados? Coloque nomes.
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Critérios claros para descontinuar ou aprimorar soluções. Metas quantificadas e prazos.
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Registro de prompts e versões. Histórico de testes e resultados. Auditoria simples, mas real.
História curta: leadcultura. Um time de marketing regional vinha perdendo leads por falta de nutrição. Havia bons leads, mas ninguém nutria. Montamos jornadas simples. Segmentamos por intenção e fase de safra. Ajustamos mensagens por etapa. Resultado: menor churn de leads e mais reuniões qualificadas. A tal cultura de leads, que chamamos de leadcultura, virou processo. Foi documentado, replicado, e depois virou referência para outras regiões.
Outro exemplo: chasocial. Era uma tentativa de engajamento comunitário com conteúdo orgânico. Misturamos conteúdo técnico e local. Criamos posts que falavam da realidade do produtor. Campanhas locais levaram pessoas a eventos presenciais. Conversão em eventos subiu. Aprendizado chave: conteúdo orgânico bem segmentado funciona como trampolim para ações de campo. Veja mais reflexões sobre gerar conteúdo valioso neste link: gerar vendas com conteúdo de valor no agro.
Medir para melhorar. Sempre. Nenhum projeto fica estático. KPI semanal. Revisão quinzenal no Fórum. Pequenas ações de melhoria. Atualizações de prompts, re-treino de modelos, ajustes de integração. Esse é o ciclo da operação.
Riscos comuns e como mitigar. Primeiro risco: dados ruins. Mitigue com amostragem e regras de validação mínima. Segundo: overfitting de modelo para uma unidade. Mitigue testando em outra unidade antes do rollout. Terceiro: adoção baixa. Solução: envolver sponsor executivo e líderes locais desde o piloto.
Governança leve, mas presente. Use playbooks curtos e checklists. Não trave o time com processos gigantes. Governança tem que habilitar, não frear. O Fórum é o palco para isso. Lá se discutem hipóteses e decisões.
Operacionalizar prompts. Trate prompts como código. Versione. Documente contexto e exemplos de entrada e saída esperada. Faça testes de regressão quando atualizar. Pequenos ajustes podem gerar grandes mudanças no comportamento gerado.
Indicadores de sucesso para cada etapa:
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Piloto: uplift na métrica alvo, adoção mínima pela unidade piloto, documentação completa.
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Rollout: taxa de adoção nas primeiras 90 dias, número de integrações concluídas, tempo médio de resposta reduzido.
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Operação: estabilidade dos modelos, redução do custo por lead qualificado, crescimento de receita incremental atribuível.
Como priorizar projetos no Fórum? Use três critérios: impacto comercial estimado, tempo até entrega (2–6 semanas preferível), e facilidade de replicação para outras unidades. Esse triângulo separa experimentos estratégicos de curiosidades técnicas.
Pequeno alerta prático: evite soluções monolíticas. Comece com blocos pequenos. Integre tudo via APIs simples. Padronize formatos de dados. Isso facilita replicação.
E por fim, cultura. Transformar experimentos em processos exige mais do que tecnologia. Exige hábitos: medir, documentar, compartilhar e repetir. O Fórum não é só um grupo para mostrar cases. É o mecanismo que leva conhecimento compartilhado para a operação.
Aplique as métricas certas. Valide em piloto. Padronize no rollout. Monitore em operação. Repita. Nem sempre será rápido. Mas será replicável. E replicação é o que traz vantagem competitiva no agro.
Pequena nota quebra de ritmo: faça duas reuniões decisórias por mês. Curta. Objetiva. E vá ao campo ver os resultados. Nada substitui olhar a operação de perto.
Pronto. Agora é colocar a régua nas métricas e começar o próximo piloto.
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