5 sinais de que a forma de buscar informação já mudou no agro

Equipe de marketing do agro reunida analisando mudanças nas buscas e resultados na tela.

Você percebeu como as pesquisas no Google já não retornam apenas listas longas de links? Para quem atua em agromarketing — em Agro Indústrias, Revendas, Lojas de Maquinários, Indústrias de Insumos e Agritechs — essa mudança impacta diretamente geração de leads, posicionamento de marca e ROI. As atualizações recentes do Google e a ascensão de resultados gerados por IA redefiniram intenção de busca, formato de respostas e critérios de relevância. Se sua copy continua voltada apenas para palavras-chave técnicas, você está perdendo espaço para quem entrega respostas rápidas, contextuais e estruturadas. Neste texto você verá sinais claros dessa mudança, exemplos práticos aplicados ao agro e um roteiro acionável para ajustar conteúdo, SEO e mensuração — visando conversões reais e autoridade no setor.

Por que a busca mudou e o que isso significa para o agro

Por que a busca mudou e o que isso significa para o agro

A busca deixou de ser um mero digitar de palavras. Hoje é conversa com intenção. O usuário não quer caçar informação. Quer resposta. Rápida. Direta. Útil. E isso mudou tudo.

Pense na última vez que você perguntou algo para um colega no campo. Não começou com termos técnicos. Começou com uma dúvida concreta: “o que faço quando a soja mostra fuligem?” Ou “qual inoculante usar em solo X?” É esse formato conversacional que entra no mecanismo de busca. E os algoritmos evoluíram para entender isso. Eles agora priorizam respostas que soam como uma conversa resolutiva.

O efeito prático é óbvio. Páginas longas, técnicas, cheias de PDFs… estão perdendo espaço se não entregarem estrutura. Não adianta só despejar conteúdo. Precisa organizar. Títulos claros. Listas. Resumos práticos no topo. Schema. Tudo pensado para responder sem rodeios.

Veja alguns sinais que você já pode notar. São sinais simples. Não exige ferramenta mágica para identificar:

  • Redução de tráfego em páginas técnicas sem estrutura. Elas ainda aparecem nas impressões. Mas o clique some. O visitante vê o trecho e não entra.
  • Mais impressões em snippets, People Also Ask e resultados que resumem resposta. Muitas vezes o usuário não precisa clicar. Resolve ali mesmo.
  • Crescimento de buscas por voz e consultas conversacionais. Frases longas. Termos como melhor, como, por que. Tipo: ‘melhor inoculante para soja em solo X’.

Esses sinais convergem para uma mesma conclusão: a experiência de busca mudou. E para o agro, isso tem consequências concretas no funil de vendas.

Por quê? Porque o algoritmo não avalia só palavras. Ele interpreta intenção. Deseja entender se o usuário quer aprender, comprar ou comparar. Isso altera o mapa de oportunidades. Conteúdo pensado apenas para ranquear por palavras-chave perde fôlego. Conteúdo que responde a uma intenção ganha destaque — e muitas vezes captura leads sem exigir clique.

Outro ponto: o E-E-A-T ficou mais robusto. Não é só autoridade no papel. É mostrar experiência de campo. É provar que você já aplicou aquela recomendação. No agro, isso pesa demais. Quando a busca envolve insumos, maquinários, ou recomendações técnicas, os sinais de experiência, expertise, autoridade e confiabilidade contam. Dados de campo, resultados por safra, depoimentos de produtores. Tudo isso diz ao motor de busca: essa página merece ser mostrada.

E a SERP? Está mais diversa. Não é apenas uma lista. Tem vídeos curtos, imagens, tabelas, trechos destacados, mapas e formulários. Cada formato corrói um pouco do clique tradicional. Resultado: menos visitas em páginas que antes eram entrada principal para o funil.

Quero que visualize uma cena real. Uma revenda agrícola tinha páginas com PDFs técnicos. Documentos longos, cheios de informação. Mas o cliente chegava, lia o trecho no snippet e saía. A concorrente, com páginas curtas, FAQ, tabelas comparativas e um how-to em três passos, ganhou posição. E mais: passou a captar leads direto do snippet, via formulário. Menos conteúdo bruto. Mais conversão. Simples, mas poderoso.

Como interpretar sinais como alta impressão e alta taxa de rejeição? Se suas páginas técnicas ainda geram impressões, ótimo. Há interesse. O problema está na entrega. O visitante quer resposta imediata. Se sua página demora para entregar, ela perde o clique.

Outro exemplo prático: buscas locais. Termos como ‘revenda X perto de mim’ aparecem mais no topo da intenção de compra. Se você não investe no perfil local, perde. Ferramentas simples, como otimização do perfil de negócios, horários, fotos e Q&A, fazem diferença. A busca local é direta ao ponto. E quem ganha a posição ganha venda.

Agora, o que isso significa para quem cuida de marketing no agro?

Primeiro: pare de olhar só para volume de palavras-chave. Olhe para intenção. Mapeie por página o que o usuário quer. Quer instruções? Quer comparar? Quer encontrar a loja? Cada objetivo pede formato distinto.

Segundo: estruture o conteúdo para resposta imediata. Coloque a resposta direta no topo. Use H1 e H2 que respondam à intenção. Crie FAQs com perguntas reais das equipes de campo e suporte. Esse tipo de estrutura aumenta a chance de aparecer em snippet e PAA.

Terceiro: mostre experiência. Estudos de caso. Fotos de campo. Dados por safra. Testemunhos de produtores. Não é marketing vazio. É sinal de confiança. E o motor de busca lê isso.

Quarto: revise formatos. Se o Google prioriza tabelas comparativas, tabelas. Se prioriza vídeo curto, faça vídeo curto. Pequenos investimentos em formatos certos rendem retornos maiores que lotes de conteúdo textual sem estrutura.

Alguns mitos precisam morrer aqui. Não é que o conteúdo técnico não funcione. Funciona. Mas precisa virar resposta. Aquele PDF com 30 páginas pode ser ouro. Mas transforme-o: extraia resumo prático, FAQs, tabela comparativa e um passo a passo. Isso aumenta a utilidade e a visibilidade.

Também tem um impacto no funil. Antigamente, a página técnica era topo de funil e captava leads com formulários longos. Hoje, o usuário recebe a resposta na SERP. Se você não tiver um ponto de contato imediato — amostra, formulário no snippet, CTA local — o lead desaparece. Por isso, transformar conteúdo em pontos de captura rápidos é urgente.

E fique atento às palavras da vez: conversacional, local, direto, prático. Elas devem nortear a criação de conteúdo. Use linguagem que o produtor e o técnico usam. Reúna consultas internas da equipe de campo e suporte. Isso ajuda a mapear o vocabulário real do cliente. E bom: melhora a correspondência entre o que você escreve e o que a pessoa de fato pesquisa.

Não queira impressionar apenas com termos técnicos. Quer impressionar com resultado. Mostre economia por hectare. Mostre redução de perdas por praga. Ou então, mostre tempo economizado na operação. Esses são sinais que convencem tanto o motor de busca quanto o produtor.

Uma recomendação prática e simples: faça uma auditoria de páginas técnicas. Liste as que têm alta impressão e alta taxa de rejeição. Comece por elas. Reescreva a parte superior para dar resposta direta nos primeiros 50 a 120 caracteres. Insira um FAQ com perguntas conversacionais. Adicione schema apropriado. Pequenas mudanças, grande impacto.

Um último ponto. A mudança não é somente técnica. É estratégica. Quando a busca responde em voz alta ou exibe um snippet com resumo, o momento de decisão acontece antes do clique. Isso desloca o ponto de contato. Sua função como analista e gestor é reposicionar o contato onde o usuário está decidindo. Formulário no snippet. CTA no trecho destacado. Vídeo curto com botão de contato. Esses elementos aumentam a chance de captura.

Se quiser ver exemplos práticos de como conteúdo bem estruturado converte no agro, vale conferir textos que mostram estratégias e resultados. Uma leitura útil é sobre gerar vendas com conteúdo de valor — ela mostra como transformar informação em conversão direta: gerar vendas com conteúdo de valor.

Resumindo, em frases curtas:

  • Busca = conversa.
  • Intenção > palavra-chave.
  • E-E-A-T exige prova de campo.
  • SERP diversificada rouba cliques se você não responder antes do clique.

Se suas páginas técnicas ainda vivem de PDFs e textos longos, é hora de reformatar. Organize, responda, prove experiência, e promova pontos de contato imediatos. A técnica é simples. A execução exige disciplina. Mas o impacto no funil de vendas é direto.

Próximo passo? Aprender a escrever para essa intenção. Não é só SEO. É serviço ao usuário. A copy precisa ser técnica, direta e orientada à resposta. No capítulo seguinte veremos como ajustar copy e conteúdo para atender à nova intenção. Prepare-se para mudanças práticas. Elas vão cortar caminho entre sua página e a decisão de compra.

Como ajustar copy e conteúdo para atender à nova intenção de busca

Como ajustar copy e conteúdo para atender à nova intenção de busca

A solução começa pela forma de escrever. Copy para o agro precisa ser técnica, direta e orientada à intenção. Não é só SEO; é serviço ao usuário: responder a dúvida antes que ele clique. Parece óbvio, mas poucas páginas grandes pensam assim. Elas escrevem pra catálogo interno. Resultado: impressões, cliques baixos e leads que não chegam.

Imagine um técnico de campo que liga pra central com uma pergunta simples sobre aplicação. O vendedor responde em 30 segundos e fecha a venda. No site a mesma pergunta vira um PDF de 12 páginas. O visitante sai. A diferença está na resposta imediata. Escreva como se estivesse atendendo ao técnico no telefone. Rápido. Claro. Sem rodeio.

Use esta receita prática. Não é um checklist frio. É um jeitinho de pensar a página inteira como atendimento.

  • Mapear intenções por página. Antes de reescrever, pergunte: o visitante quer aprender? Comparar? Encontrar a loja? Faça três mapas mentais: Informacional, Transacional e Navegacional. Cada mapa muda título, lead e CTA. Não misture tudo numa mesma URL. Misturar confunde o algoritmo e o cliente.

  • Estruturar conteúdo para resposta imediata. Título que responde. Subtítulo que amplia. Primeiro parágrafo com a resposta direta. Em até 120 caracteres entregue a solução. Depois, detalhe técnico. Você pode começar assim: “Use X em Y condições para reduzir Z% de perda”. Direto. Técnica. Simples.

  • Aplicar E-E-A-T no agro. Mostre experiência. Não fale só de teoria. Publique resultados de campo, números por safra, gráficos simples. Valide com certificados e depoimentos de produtores. Mostre quem testou. Quem aplicou. Mostre métodos de medição. Isso não só convence o Google, convence o comprador técnico.

  • Enriquecer com formatos priorizados. Tabelas comparativas, vídeos curtos de operação, schemas aplicados. Schema Product, FAQ, HowTo e LocalBusiness ajudam o robô e o usuário a entender a intenção. E ajudam o seu snippet a virar o snippet que responde sem clique.

Agora a parte prática. Passos para reescrever páginas e gerar conversão.

1) Mapear intenções por página. Liste as 3 intenções e escreva um objetivo principal para cada URL. Um único objetivo. Exemplo: “Página X = comparar especificações e custo por hectare”. Se a página tem intenção mista, divida em duas ou três URLs. Sim, é trabalho. Mas converte mais.

2) Títulos e primeiros 120 caracteres que respondem. Reescreva H1 e H2 como sentenças que respondem a pergunta. Evite metáforas. Seja objetivo. Use variações de intenção nos H2. Cobrir variações reduz consultas e aumenta CTR.

3) Lead técnico curto. Os primeiros 50–120 caracteres entregam a resposta direta. Depois coloque uma explicação técnica. Em seguida, exemplos de campo, tabela com specs e FAQ com perguntas reais.

4) FAQs com linguagem do campo. Reúna perguntas de suporte, vendedores e equipe de campo. Transcreva exatamente como o cliente pergunta. Use essas perguntas nos FAQs. Isso aumenta match com buscas conversacionais e por voz.

5) E-E-A-T aplicado. Adicione um box de “Resultados de campo” com dados por safra: umidade, incidência de praga, economia por hectare. Cite metodologia. Se possível, anexe um PDF técnico com o protocolo. Inclusive, sim, o PDF pode permanecer. Mas nunca como única fonte de resposta. Resumo em página. PDF como complemento.

6) Formatos ricos. Tabelas comparativas simples. Vídeos de 60 segundos mostrando aplicação. Esquema de paginação com HowTo em 3 passos. Schema certo em cada página. Product para especificações. FAQ para perguntas. HowTo para procedimentos.

História rápida? Te conto uma. Uma revenda tinha uma página gigante com PDFs e specs. Tráfego alto, conversão baixa. Reescrevemos uma página: H1 que responde, resumo técnico no topo, tabela de custo por hectare, vídeo de 45s e FAQ com perguntas reais. Em 6 semanas o CTR subiu. O snippet ganhou um formulário simples. Leads qualificados vieram direto. Não foi sorte. Foi estrutura. E um pouco de coragem pra cortar o excesso.

Aplicações por segmento. Não trate todo agro igual.

  • Agro indústrias: publique dados de performance por safra. Use tabelas com variáveis que importam: umidade, pragas, economia. Conte a metodologia do teste. Mostre números brutos e como interpretar. Ajuda o comprador técnico e aumenta a confiança.

  • Revendas agrícolas: foque em comparativos técnicos entre marcas. Inclua custo por hectare e respostas locais. Use linguagem regional quando fizer sentido. Mapas de aplicação e disponibilidade ajudam o cliente local. Aqui investimento em LocalBusiness e GBP rende rápido.

  • Lojas de maquinários: faça páginas com vídeo de operação. Tabela com specs e custo total de propriedade. Mostre tempo de colheita por hectare, consumo de combustível, intervalo de manutenção. Esses dados são ouro para quem compara equipamentos.

Checklist rápido — use antes de publicar. Sim, marque um por um.

  • [ ] Resposta direta no topo
  • [ ] H2 que cobre variações da intenção
  • [ ] FAQ com termos conversacionais
  • [ ] Schema aplicado
  • [ ] Call to action alinhada (amostra, orçamento, contato técnico)

Dica avançada: reúna consultas internas. Faça uma sessão com suporte, vendedores e equipe de campo. Transcreva as dúvidas mais comuns. Pegue os termos que o cliente usa. Isso melhora correspondência entre copy e intenção de busca. Às vezes o cliente não fala o nome técnico. Ele usa apelido. Use o apelido também.

Sobre chamadas para ação: alinhe CTA com intenção. Se a página é comparativa, ofereça um “simule custo por hectare”. Se for informacional, ofereça um “peça amostra” ou “baixe protocolo”. Evite “saiba mais” genérico. Genérico não converte. Teste dois CTAs por página. A/B test. Pequenas variações geram grande impacto.

Medir o efeito: use impressões, CTR e conversão por tipo de CTA. Não espere verão. Resultados aparecem em semanas. Em páginas técnicas, a melhora de posição pode demorar, mas o CTR no snippet costuma reagir rápido.

Erros comuns que vejo todo mês:

  • Texto técnico demais no topo. O visitante sai antes de entender a resposta.
  • PDFs sem resumo. PDF é bom como anexo, ruim como única resposta.
  • Falta de FAQs com linguagem real. O site fala como manual, não como produtor.
  • Schema ausente ou errado. O snippet perde riqueza e perde cliques.

Se tiver uma página de produto, pense como se fosse um técnico lendo. Ele quer specs, custo por hectare, manutenção, e um vídeo curto. Ele quer também contato técnico fácil. Isso simplifica decisão.

Um último ponto prático: conte uma história curta na página. Não uma novela. Um parágrafo com um caso de uso real. Ex: “Produtor X aplicou no tal solo, resultado: +Y% de rendimento”. Coloque números. Mostre datas. Histórias vendem técnica porque mostram aplicação real.

Se quiser exemplos práticos de estrutura de página e copy, veja como outras publicações tratam conteúdo com foco em conversão. Um bom ponto de partida é este guia sobre como gerar valor com conteúdo no agro: Gerar vendas com conteúdo de valor no agro. Ele complementa bem o que aqui eu descrevo.

Não transforme tudo num manual. Escreva como se respondesse a um telefonema. Curto. Claro. Técnico. Às vezes áspero. Pode ter erro de vírgula. Tá ok. Só não pode falhar na resposta.

Assim você aumenta CTR, melhora tempo na página e, o mais importante, captura leads qualificados. Pequenas mudanças na copy trazem ganhos no funil. E essas mudanças são replicáveis. Reescreva uma página por vez. Meça. Escale o que funciona. O resto corta. Simples assim.

Métricas, testes e um plano de 90 dias para medir ganho real

Métricas, testes e um plano de 90 dias para medir ganho real

Adaptar sem medir é aposta. Ponto. Não é teoria, é prática. Em campo, um experimento mal medido vira história que ninguém repete. Aqui você tem um plano prático de 90 dias. Foca em hipóteses claras, testes simples e nas métricas que realmente nutrem o funil no agro. Sem firula. Sem jargão técnico desnecessário. Só o que importa.

Uma breve memória: revenda percebeu queda de tráfego. Mudou títulos. Nada. Mudou página inteira. Nada. Só quando começou a medir cliques, impressões e conversões por ação, descobriu que era um problema de intenção — as páginas não respondiam dúvidas técnicas. Medida = aprendizado. Aprendizado = escala.

Dias 0-15: Diagnóstico. Comece pequeno. Faça perguntas objetivas. Quais páginas tiveram maior queda? Onde o visitante sai nos primeiros 30 segundos? Quais queries trouxeram tráfego mês a mês? Priorize 10 páginas que valem o tempo: páginas de venda, suporte técnico e páginas com tráfego alto, mesmo que não convertam. Liste-as. Agora, para cada página, escreva uma hipótese curta: “se eu responder X nos primeiros 80 caracteres, a CTR aumenta”. Pronto. Hipóteses curtas. Testáveis.

Durante esse diagnóstico, colete três grupos de dados mínimos: impressões e posição média na busca; CTR orgânica por página; e ações que representam conversão (pedido técnico, orçamento, lead qualificado). Nada de excesso. Só o essencial. Instrumente eventos simples na sua plataforma de analytics e marque conversões por tipo. Se o seu time tem suporte técnico, peça as 20 perguntas que mais chegam por mês. Isso vira conteúdo e valida intenção.

Dias 16-45: Execução rápida. Metade do plano é velocidade. Reescreva rápido. Priorize 5 páginas com maior potencial. Estrutura recomendada: H1 que responde; primeiro parágrafo com resposta direta; FAQ com dúvidas reais; marcadores de decisão rápida; schema para FAQ/HowTo/Produto. Publique. Simples assim.

Ao mesmo tempo, publique 2 vídeos curtos mostrando demonstração em campo. Não precisa produção cara. Mostre máquina ou produto em operação, resultado visível, e uma legenda clara com CTA técnico (ex.: “peça análise de solo”). Vídeo curto melhora retenção e sinaliza ao buscador que a página tem formato preferido. Tire o vídeo do celular, corte em 60 segundos, legende. Poste junto com a página reescrita.

Execução rápida também inclui pequenas mudanças técnicas: otimizar meta title para intenção, ajustar description para promessa clara, e garantir schema relevante. Tudo isso é teste A: versão nova versus versão antiga. Não mude mais do que 20% da página de cada vez. Se mudar tudo, não sabe o que gerou o efeito.

Dias 46-90: Teste e otimização. Aqui você testa hipóteses. A/B test simples em títulos e descrições. A/B test em blocos de FAQ versus FAQ no final. Teste CTAs: formulário curto versus contato técnico direto. Para cada teste, defina métrica de vitória antes de começar. Ex.: aumento de CTR de 15% ou aumento de leads qualificados em 20%.

Algumas regras práticas de teste:

  • Um teste por vez por página. Misturar testes embaralha resultados.
  • Duração mínima: observe pelo menos duas semanas úteis. Agricultor pesquisa fora do horário de escritório. Padrões são sazonais.
  • Público controlado: se a página recebe tráfego local intenso, segmente testes por região.
  • Se a amostra for pequena, foque em métricas de comportamento (cliques, scroll depth) antes de exigir significância estatística em vendas.

Métricas que importam (e como usá-las):

  • Impressões e posição média na SERP: indicam volume e oportunidade. Se a impressão sobe mas a CTR cai, é sinal de mismatch entre título e intenção.
  • CTR orgânica por página: a métrica que diz se o título e a meta description estão funcionando. Pequeno ganho aqui escala rápido.
  • Taxa de conversão por tipo de ação: segmente por “pedido técnico”, “orçamento” e “lead qualificado”. Não junte tudo num único KPI. Cada tipo tem jornada própria.
  • Tempo até conversão (lead to sale): importante para calcular ROI. Uma lead técnica pode virar venda em 30 dias; uma solicitação de orçamento pode demorar 90 dias.

Como medir sem enlouquecer:

  • Defina eventos claros na plataforma de analytics: clique em formulário, submissão de formulário, clique em telefone, download de ficha técnica, play de vídeo. Nomeie eventos com padrão.
  • Calcule conversão por sessão e por visitante. São dois ângulos diferentes.
  • Crie um painel simples com as 10 páginas prioritárias. Traga impressões, CTR, conversões e tempo médio no site. Atualize semanalmente.

Decida metas simples. Exemplo: aumentar CTR média das 10 páginas de prioridade em 20% ao fim dos 90 dias. Ou aumentar leads técnicos qualificados em 25%. Metas claras orientam escolha de tática.

Priorize pelo método impacto vs esforço. Uma matriz simples salva tempo. Use a tabela abaixo para priorizar e justificar investimento.

| Tática | Objetivo | Tempo para ver resultado | Custo estimado |
|—|—:|—:|—:|
| Reescrita com FAQ e schema | Aumentar CTR e reduzir bounce | 4-8 semanas | Baixo-médio |
| Vídeo técnico 60s | Melhorar engajamento e retenção | 6-12 semanas | Médio |
| Página local+GBP otimizada | Aumentar visitas na loja física | 2-6 semanas | Baixo |
| Landing técnica com formulário de amostra | Gerar leads qualificados | 8-12 semanas | Médio |

Use essa tabela como justificativa nas reuniões. Para revendas e lojas, priorize otimização local. Pra indústrias e agritechs, foque em provas de campo. Estudos de caso com dados por safra pagam no médio prazo.

Hipóteses bem formuladas são cruciais. Exemplo: “Se inserirmos FAQ com 5 perguntas reais, a taxa de rejeição cai 12% e a permanência média aumenta 20%”. Depois, mensure. Se confirmar, escale o padrão para outras páginas.

Sobre sinais de vitória e quando parar um teste:

  • Vitória rápida: CTR sobe e conversões não caem. Aumente tráfego orgânico e mantenha a versão vencedora.
  • Vitória lenta: comportamento melhora (tempo no site, scroll), mas conversão não. Continue otimizações de CTA e formulário.
  • Falha: nenhuma métrica melhora. Reavalie hipótese. Talvez a intenção esteja errada. Volte ao diagnóstico.

Ferramentas e fontes de dado (genéricas): use uma combinação de dados de performance de busca, plataforma de analytics para eventos, mapas de calor para comportamento em página, e uma ferramenta de rank/snippets que identifique People Also Ask e featured snippets. Para suporte à pesquisa e validação de perguntas, consulte listas internas de dúvidas do time de campo. Se precisar de referências práticas sobre pesquisa e mercado, uma leitura recomendada está disponível em ferramentas de pesquisa de mercado.

Detalhes práticos que fazem diferença:

  • Tagueamento consistente: padronize nomes de campanha e fontes. É mais chato de implementar que de dizer, eu sei. Mas depois você agradece.
  • Formulário curto para topo de funil; formulário técnico detalhado só após qualificação. Curto primeiro. Qualificação depois.
  • CTA contextual: “peça análise de solo” funciona melhor que “fale conosco” em páginas de suporte técnico.
  • Vídeo com pauta: problema, teste em campo, resultado claro. Depois uma frase com oferta técnica.

Relatórios semanais devem ser mínimos: 1 página que mostre tendência. Use gráficos simples. Em reuniões, traga hipóteses e resultados. Poucas apresentações, muita demonstração.

Ao fim dos 90 dias você terá um mapa do que realmente traz leads e do que é só barulho. Os dados permitem escalonar o que funciona e reduzir investimento no que não converteu. Isso transforma tentativa em estratégia.

Não aposte. Meça. Teste. Repita. E seja brutal na priorização. O campo é grande, o tempo é curto, e as decisões precisam ser baseadas em dados — não em opinião. Simples. E eficaz.

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Sobre

Mentoria com Ben Martin Balik: programa prático para Analistas e Gestores de Marketing do Agro. Inclui diagnóstico de SEO e conteúdo (páginas críticas), roteiro de 90 dias personalizado, templates de copy e FAQ, implementação de schema, e 4 sessões ao vivo para revisar testes e ajustar estratégia. Foco em geração de leads qualificados, aumento de CTR orgânica e validação de mensagens técnicas com dados de campo. Suporte via comunidade exclusiva e materiais práticos para replicar nas áreas de Agro Indústrias, Revendas, Lojas de Maquinários, Indústrias de Insumos e Agritechs.